"Pregue o Evangelho em todo tempo.
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(Francisco de Assis)
“[Com o Cervi] Tive esperança e apoio para poder levar a gravidez até o final e a certeza de que não estaria sozinha na fase de ter que contar para os meus pais” confessou uma adolescente de 17 anos, grávida de cinco meses. Ela foi amparada pelo CERVI – Centro de Reestruturação da Vida, uma organização não-governamental que tem por objetivo oferecer uma assistência integral à mulher que passa por uma gravidez inesperada, valorizando a opção pela vida.
Esta ONG já tem 5 anos de vida, neste período atendeu mais de 4 mil mulheres, oferecendo orientações sobre cuidado neonatal e pré-parto, palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis, encaminhamento médico, ajuda no enxoval, aulas de cuidado do bebê, atendimento psicológico e pós-aborto etc. Em tudo, buscando acompanhar bio-psico-socialmente e espiritualmente essas mulheres. “A vida é um dom de Deus” reconhece o CERVI.
O nascimento do CERVI veio para atender uma realidade tétrica de nossa sociedade: a cada minuto acontecem 8 abortos no Brasil. São cerca de 4 milhões de abortos por ano. 40% das mulheres chegam aos hospitais com sérias infecções, 10% delas morrem. Diante disto, “Deus me chamou para abrir o primeiro centro de recursos para gravidez no Brasil”, diz a diretora do CERVI, Rosemeire Santiago.
Esta mulher vê neste trabalho um campo missionário criado pelo aborto, “Meu desejo é que as pessoas tenham um relacionamento com Jesus e o CERVI é um meio de levar vidas para o Senhor, valorizando-as como seres humanos preciosos”. E após sua passagem pelo nosso treinamento internacional em Mauí, em agosto de 2004, ela voltou ainda mais desafiada: “Aprendi no Haggai que não basta apenas falar de Cristo, é preciso vivê-lo em nossas vidas, caso contrário, tudo o que fizermos em favor do Reino de Deus será vazio”.
O CERVI pretende atender mais e mais mulheres nesta situação de gravidez inesperada, e conta com a ajuda de voluntários para alcançar metas ainda maiores e lembra a madre Teresa de Calcutá que disse: “Nós podemos curar as doenças físicas com remédios, mas a única cura para a solidão e o desespero se chama: Amor”. Este amor tem curado o desespero e a solidão de muitas adolescentes acometidas por uma gravidez e tem dado esperança e vida à muitas mães – e para seus bebês.

Pablo Marcelo
Setembro, 2005