Eider Silva de Oliveira (Maui, 2007), técnico do setor da informática, trabalhando como supervisor da Universo Online, é membro da Igreja Presbiteriana de Pinheiros. Ele participou do seminário internacional do Haggai, Sessão M0708a, em agosto de 2007, tendo como colegas outros quatro brasileiros: Samuel Lobo, Maximiliano Nunes, Herbert Rocha Nogueira e Joao Marcus de Melo. Antes de se mudar para São Paulo, Eider foi presbítero da Terceira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte. Agora, em São Paulo, ele atua como conselheiro dos jovens, professor de Escola Dominical e líder de grupo familiar.
Vejam seu depoimento abaixo sobre sua experiência em Maui:

 Eider Silva de Oliveira |
Ao chegar, a recepção que tive foi impressionante. Fui recebido por um senhor aposentado, americano da Geórgia, que está dando três meses de trabalho aqui em Maui, longe da família. Detalhe: ele foi um CFO (Chief Financial Officer) de várias instituições financeiras americanas ao longo de sua vida. O sorriso dos voluntários é contagiante.

 Eider, à direita, sorrindo, com os amigos à mesa de refeições |
Eu estava até achando que a viagem foi cansativa, já que foram 22 horas sentado em uma cadeira apertada, mas mudei de idéia quanto ouvi a história do meu novo amigo Francis, do Cazaquistão: 6 horas de viagem até Istambul, 7 horas de espera, 14h até Chigago, 24h de espera e mais 9h até Maui!
O Mid-Pacific Center é um lugar muito agradável. Não é um hotel luxuoso, mas é um local preparado para treinamentos de grupos de 60 a 120 pessoas, com uma boa estrutura de lazer e uma excelente estrutura audiovisual. Tenho que tomar cuidado para não comer demais. Tem um iogurte natural no café da manhã que, junto com alguns cereais crocantes, fica um convite à gula.

 Eider (em pé, à esquerda) com a turma de participantes internacionais |
Nas refeições, assentam-se homens de Deus vindos dos mais distantes lugares do planeta. A oportunidade de conhecer estas pessoas já quebranta meu coração. Somos diferentes em diversos aspectos, vivemos situações totalmente diferentes uns dos outros. Mas servimos o mesmo Deus, temos o mesmo coração corrupto e enganoso, somos alvos da mesma graça, cheios do mesmo Espírito e compartilhamos a fé no mesmo Jesus que morreu por todos nós. Fiquei imaginando como será no céu!
Um dia, vi algo que mexeu muito comigo. Estávamos no auditório, quando o coordenador pediu que orássemos pela família do participante Luna, no México, já que o furacão Dean estava chegando lá. Éramos 55 homens orando por nosso irmão que está sofrendo. Como eu digo frequentemente, para mim, o versículo mais difícil da Bíblia é “chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram”. A dor do Luna se tornou a dor de todos nós. Isto me encheu os olhos de lágrimas.
Diante da avalanche de más notícias envolvendo crimes, corrupção e problemas do Brasil, muitas vezes já me vi com vergonha de ser brasileiro. Ainda mais quando estou fora do Brasil e vejo a organização, limpeza e progresso de outros países.
Aqui, no entanto, tenho sentido orgulho de ser brasileiro. Não porque estou em volta de pessoas cujos países têm tanto ou mais problemas que o Brasil, embora isto ajude bastante. O que tem me deixado orgulhoso é perceber que antes de ser cidadão do Brasil, sou cidadão do céu. E o Brasil é o campo missionário onde Deus me plantou para abençoar pessoas mostrando-lhes o caminho de Jesus.

Roberto Bittencourt Júnior - MTb 36.718
Abril, 2008